terça-feira, 8 de outubro de 2013

UFRN mapeia pontos turísticos do Seridó potiguar

Do G1 RN
Currais Novos, Acari, Carnaúba dos Dantas e Cerro Corá foram os municípios escolhidos inicialmente para participar do programa (Foto: Wallacy Medeiros)
Currais Novos, Acari, Carnaúba dos Dantas e Cerro Corá foram os municípios escolhidos inicialmente para participar do programa (Foto: Wallacy Medeiros)
Os pontos turísticos do Seridó potiguar estão sendo mapeados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para identificar os principais atrativos da região e promover o turismo ecológico por meio de trilhas na natureza. A iniciativa busca divulgar e preservar a natureza do sertão nordestino e desenvolver a economia local e foi idealizada pelo curso de Turismo do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) de Currais Novos
Currais Novos, Acari, Carnaúba dos Dantas e Cerro Corá foram os municípios escolhidos inicialmente para participar do programa. Lagoas, pinturas rupestres, formações rochosas, áreas naturais, vegetação e clima característicos fazem parte das atrações dessas cidades. Para sugerir e organizar as trilhas, foi feito um levantamento, por meio de pesquisa bibliográfica, sobre a região e excursões a pontos turísticos com guias locais. Itens como duração do percurso, proximidade e acessibilidade foram analisados pelos turismólogos.“As pessoas que se propõem a fazer trilhas ecológicas normalmente têm uma conscientização ambiental maior. Pretendemos contribuir para a preservação do Seridó, mostrando a importância cultural e a beleza desse ecossistema”, destaca a coordenadora do projeto, a professora Clébia Bezerra da Silva.
Ednaja Faustino da Silva, aluna do 8º período de Turismo em Currais Novos, participa do projeto desde o início de 2013 e ficou responsável pela organização da trilha de Cerro Corá. “Além de ser uma paisagem muito bonita, tem todo o ecossistema da caatinga e do Seridó, mas com aspectos diferenciados por ser uma região serrana”, explica.
A estudante destaca o aprendizado nos âmbitos acadêmico e social. “A gente aprende como trabalhar com a comunidade local e a importância da inserção das pessoas no projeto para que ele realmente funcione”, conta. Ednaja destaca ainda a integração das cidades. “O turista virá conhecer o Seridó e não apenas um município, dando visibilidade aos atrativos diferentes que eles têm”, analisa.
Açude Totoró, em Currais Novos, é um dos pontos turísticos da região do Seridó potiguar  (Foto: Wallacy Medeiros)Açude Totoró, em Currais Novos, é um dos pontos
turísticos da região do Seridó potiguar
(Foto: Wallacy Medeiros)
Há dois anos estudando o potencial do Seridó, a equipe pretende lançar em dezembro deste ano um site para divulgar as trilhas ecológicas e a infraestrutura turística dos lugares, como pousadas e contatos de guias locais.
“Nosso objetivo é ajudar a organizar o turismo no Seridó para que as trilhas possam ser comercializadas pela própria comunidade, virando uma fonte de renda para a população”, explica a coordenadora.
Para despertar o interesse de visitantes e facilitar a escolha das trilhas, a página também vai contar com fotos das atrações e mapas produzidos pelos pesquisadores da UFRN, bem como informações sobre a geografia e a história dos municípios.
“Queremos atrair pessoas do próprio estado e turistas que vêm conhecer as belezas naturais do Rio Grande do Norte. O maior foco de visitações é o litoral, mas o interior tem um grande potencial que pode ser desenvolvido”, avalia Clébia Silva.
Empreendedorismo
A equipe da UFRN vai capacitar a população local por meio de cursos de empreendedorismo. Com duração de 20 horas, a primeira turma será formada este mês na cidade de Acari. “A ideia é habilitar a população para que ela possa gerenciar as atividades, gerando renda e ao mesmo tempo cuidando da natureza”, afirma a coordenadora da iniciativa.
Há sete anos trabalhando como guia turístico em Cerro Corá, Ronivon Pereira de Araújo aprova as ações da UFRN. Ele espera que a divulgação não só aumente o número de turistas na região, como também daqueles que procuram maior contato com a natureza. “Esperamos receber mais pessoas interessadas em ecotrilhas. As paisagens daqui são convidativas para esse tipo de atividade, mas a procura ainda é baixa”, diz.

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