quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Professor usa pintura corporal para ensinar anatomia a alunos no RS

Modelo é pintado enquanto op professor explica as questões tratadas em aula (Foto: Tatiana Lopes/G1)
Modelo é pintado enquanto professor explica as questões tratadas em aula (Foto: Tatiana Lopes/G1)
Divididos em grupos, alunos de primeiro e segundo semestres de fisioterapia pesquisam as respostas para questões de anatomia lançadas pelo professor. Bonecos para o estudo do corpo humano estão distribuídos na sala, assim como um armário repleto de materiais para a disciplina. A principal atração, no entanto, está na pintura de músculos, ossos e cartilagem feita por uma artista nas costas de um modelo. Os estudantes não aprendem em cadáveres, mas sim com pessoas vivas. O bodypainting (pintura corporal) é utilizado dentro da metodologia de ensino na área da saúde na UniRitter, em Porto Alegre. Diferenciadas, as aulas com pintura corporal são agendadas. Tanto a artista como o modelo são contratados e recebem pela participação. A aula é ministrada pelo professor e coordenador do curso de fisioterapia da universidade, Fabrício Duarte. 
“Com todo respeito ao cadáver, não se vê diferenciação de músculo, cartilagem, escápula. No ser vivo, sim”, justifica o professor, que só vê vantagens na técnica utilizada. Além da UniRitter, a Fadergs, da mesma rede (Laureate International Universities), aplica a metodologia no Rio Grande do Sul. Conforme Fabrício, que é de Minas Gerais e vive em solo gaúcho há 10 anos, a pintura corporal começou a ser usada nos Estados Unidos. No Brasil, a pioneira foi a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.
O uso de cadáveres nos estudos da área da saúde é permitido por lei, que sofreu alteração em 2007, quando ficou definido que o cadáver não reclamado junto às autoridades públicas no prazo de 20 dias poderia ser destinado às escolas. A opção das universidades da rede Laureate em não usar corpos de pessoas mortas foi, segundo o professor e coordenador, para mesclar aprendizagem técnica com a ética no contato dos alunos com outras pessoas. Segundo ele, as aulas práticas com pessoas vivas, além de atrair maior atenção dos alunos, trabalham a conduta e o respeito no grupo. “O respeito muda, a aula cria essas situações”, diz. “Isso é validado cientificamente. Temos que buscar conduta ética. A técnica se constrói com a formação, mas ética vem de berço", completa Fabrício, que afirma não ser contrário ao uso de cadáveres, apesar da opção por não trabalhar com corpos em aula.
Pinturas também são feitas na face durante as aulas (Foto: Sgeila Meyer/Divulgação)
Pinturas também são feitas na face durante as aulas (Foto: Sheila Meyer/Divulgação)
A aula acompanhada contou com a participação do modelo Matheus Vieira, de 19 anos, que teve as costas pintadas pela artista Amanda Loss, de 23, que estuda design na UniRitter. Mas mulheres também participam. Conforme o professor, nestes casos os seios são tapados, assim como qualquer outro fator que possa desviar a atenção, como piercings e tatuagens.
Movimentos são realizados para que alunos acompanhem o que acontece nos músculos (Foto: Tatiana Lopes/G1)
Movimentos são realizados para que alunos
acompanhem o que acontece nos músculos
(Foto: Tatiana Lopes/G1)
“Nunca tive problema nas minhas aulas. Mas não podemos nos intimidar em chamar a atenção, em pedir foco no que é estudado”, ressalta.
De pé durante mais de uma hora, de costas para os alunos e cumprindo orientações do professor com movimentos durante as explicações da disciplina, Matheus garante que se sentiu confortável. Foi o primeiro convite que o modelo, que dá aulas de jogos digitais, recebeu. “Achei a metodologia muito interessante, dá até para aprender um pouco”, comenta.
Amanda Loss começou a pintar corpos nas aulas da Fadergs, e em seguida foi chamada para participar na UniRitter. “Meu professor de desenho que me indicou. Ainda estou aprendendo, mas a gente pensa que é mais complicado, e não é”, diz. “Sempre fui muito interessada nessa área, então é bom juntar o desenho com algo importante para o ensino”.
Após as pesquisas em livros e tablets, cada grupo fala sobre as questões que pesquisou durante a aula, e as demonstrações são feitas no modelo. Mas o professor também utiliza outras tecnologias, como projeções digitais- e apresentação de placas de Raio-X, além dos bonecos anatômicos.
Davi, de lado e ao fundo, acompanha de perto as explicações (Foto: Tatiana Lopes/G1)Davi, de lado e ao fundo, acompanha de perto as
explicações (Foto: Tatiana Lopes/G1)
Estudante do primeiro semestre, Davi Barbosa Prates, 33 anos, morador de Canoas, assistiu à aula pela primeira vez e aprovou. “Fiquei sabendo da metodologia quando entrei (na universidade). Acho bom, é possível ter a noção do movimento. É bem mais didático, o cadáver não mexe”, compara.
Os outros alunos que conversaram com o G1compartilham da mesma opinião de Davi. “Achei interessante e mais fácil para o aprendizado. É diferente de livro, de boneco”, comenta a estudante do primeiro semestre Silvana Gehling, 45 anos, de Porto Alegre. “É melhor, diferente de visualizar o que nas peças não conseguimos”, diz Vanessa Becker, de 17, que cursa o segundo semestre e também mora na capital gaúcha.
Silvana e Vanessa aprovam a metodologia (Foto: Tatiana Lopes/G1)Silvana e Vanessa aprovam a metodologia
(Foto: Tatiana Lopes/G1)
Para Fabrício, a oportunidade de alunos que estão começando a faculdade aprenderem na prática a profissão ajuda na sequência do curso. “Eles ainda estão longe da prática, mas com a metodologia fazem um link dentro do dia a dia e até arriscam diagnósticos quando indagados”, resume. Além de costas, os modelos também podem ter pernas, braços e face pintados, dependendo da aula. A área da saúde, a UniRitter tem os cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Medicina Veterinária.
Tatiana LopesDo G1 RS

Satélite da Nasa capta detalhes 'borbulhantes' do Sol

Satélite da missão Iris, da Nasa, capturou detalhes de explosão no Sol (Foto: BBC/Nasa)
Satélite da missão Iris, da Nasa, capturou detalhes de explosão no Sol (Foto: BBC/Nasa)
A missão Iris, da agência espacial americana Nasa, capturou imagens da superfície "borbulhante" do Sol, onde as temperaturas podem chegar a dois bilhões de graus Celsius. O satélite da Iris detectou explosões de plasma que viajam a centenas de quilômetros por hora. As descobertas foram apresentadas em um encontro da Sociedade Americana de Geofísica, na cidade de São Francisco.
A equipe acredita que as informações da Iris, missão que foi lançada no começo deste ano, podem ajudá-los a entender melhor - e até mesmo prever - como as explosões no Sol influenciam o "clima no espaço". As explosões têm potencial para afetar satélites de comunicação que orbitam a Terra.  "Quando a tempestade solar surge no Sol, como este material vai viajar? Ele vai chegar rápido à Terra ou isso vai acontecer de forma demorada?", disse à BBC o cientista Scott McIntosh, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas em Boulder, no Colorado.
Satélite da missão Iris, da Nasa, capturou detalhes de explosão no Sol (Foto: BBC/Nasa)
Satélite da missão Iris, da Nasa, capturou detalhes de explosão no Sol (Foto: BBC/Nasa)
"A única forma de descobrir isso é compreendendo a detalhada física da atmosfera do Sol."
As imagens revelam a superfície do Sol borbulhando como se fosse um gigantesco caldeirão. Colunas de plasma atingem temperaturas de 10 mil a dois milhões de graus Celsius em poucos segundos.  "Uma destas colunas poderia viajar [o equivalente à distância] de Los Angeles a Nova York em poucos segundos. E de repente, em um instante, elas somem. É incrível", diz McIntosh.
BBC via G1

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Jardim do Seridó encerrou mais uma festa de Nossa Senhora da Conceição

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Fotos: Josimário Nunes
A cidade de Jardim do Seridó encerrou na tarde deste domingo (08), mais uma Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Milhares de pessoas prestigiaram a procissão de encerramento, que culminou com a benção do Santíssimo Sacramento, o descerramento da bandeira e a leitura do resultado financeiro da festa, que este ano superou a marca dos 110 mil reais.
Foram dez dias de novenas, missas, confissões e eventos sociais como shows e funcionamento de pavilhão com vendas de comidas típicas. A festa de 2013 marcou os 100 anos da chegada da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que está fixada no principal local do altar da Igreja Matriz. A festa foi conduzida pelo padre Emanuel Araújo e sua equipe. (Redação de Marcos Dantas)

sábado, 7 de dezembro de 2013

A mulher de 92 anos que deu a luz a um feto de 60 anos

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Este caso pode parecer estranho e irreal, mas é um totalmente verídico. Huang Yijun, uma idosa chinesa já com 92 anos “deu à luz” a um litopédio, conhecido também como “Stone Baby” (de lito – pedra, pedo – criança; “criança de pedra”). Litopédios são fenômenos bastante raros que começam normalmente com a fixação do óvulo fecundado fora do útero resultando em uma gravidez ectópica, geralmente nas tubas uterinas que quando morto, acaba calcificando ainda dentro do corpo da mãe. De acordo com um artigo da Journal of the Society of Medicine, pouco mais de 250 casos de litopédio foram registrados até 1996 e duram em média 22 anos. Acredita-se que muitos destes fenômenos se passam sem se quer ser diagnosticados.
Quando um feto em estágio avançado de desenvolvimento morre, sua expulsão ou absorção natural pelo organismo é muito difícil e então, em casos raros, inicia-se lentamente um processo de calcificação resultando em litopédio. O processo ocorre como uma forma do organismo de proteger o corpo da mãe de uma infecção devido ao processo de decomposição do feto.
O caso de Huang Yijun foi duplamente atípico pois além de desenvolver uma “gravidez pétrea”, o fenômeno durou pelo menos 60 anos. Huang engravidou em 1948 e o feto morreu ainda em seu corpo. Sem dinheiro, Huang resolveu não tomar nenhuma providência e esperar que o próprio corpo expulsasse o feto. O tempo se passou, um litopédio se desenvolveu e ficou “hospedado” no corpo de Huang por cerca de 60 anos e só em 1998 foi descoberto e retirado.
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Fonte: NBCNews via Diário de Biologia

Veja imagens impressionantes de ataques frustrados no mundo animal


Do G1, em São Paulo
Mordida feroz
Ian Salisbury, gerente de um alojamento flagrou o exato momento em que um crocodilo abocanhou a tromba de um elefante quando o paquiderme tomava água em um rio no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia (leia a matéria).
Ian Salisbury flagrou momento em que crocodilo abocanhou tromba de elefante (Foto: Caters News Agency)
Ian Salisbury flagrou momento em que crocodilo abocanhou tromba de elefante (Foto: Caters News Agency)
Foca equilibrista
O fotógrafo David Jenkins, de 41 anos, flagrou em outubro o momento em que uma foca se equilibrava sobre o focinho de um tubarão-branco perto da costa da Cidade do Cabo, na África do Sul, a centímetros dos dentes afiados do predador. Após fazer o "equilibrismo", o mamífero conseguiu escapar do tubarão (leia a matéria).
Flagra de David Jenkins mostra foca sobre o focinho do tubarão (Foto: David Jenkins/Caters)
Flagra de David Jenkins mostra foca sobre o focinho do tubarão (Foto: David Jenkins/Caters)
Salto para a vida
Funcionários da reserva de Kariega, na África do sul, presenciaram em setembro uma fuga triunfal de um gnu. O animal pulou a uma altura de cerca de dois metros para fugir das garras de uma leoa faminta, e deu um "olé" no felino (leia a matéria).
Gnu salta a uma altura de 2 metros tentando evitar o ataque de uma leoa faminta na reserva de Kariega, na África do Sul. A cena impressionante ocorreu em frente a encarregados de caça da reserva, que viram o gnu fugir após o pulo diante do perigo. (Foto: Jacques Matthysen/Caters News/The Grosby Group)
Gnu salta a uma altura de 2 metros tentando evitar o ataque de uma leoa faminta na reserva de Kariega, na África do Sul. A cena impressionante ocorreu em frente a encarregados de caça da reserva, que viram o gnu fugir após o pulo diante do perigo. (Foto: Jacques Matthysen/Caters News/The Grosby Group)
Virando o jogo
Em maio deste ano, o gerente de projetos sul-africano Dave Woollacott flagrou uma cena impressionante durante um passeio no Parque Nacional de Kruger. Enquanto comemorava os 33 anos de casamento em um passeio com a mulher, o homem registrou o momento em que um leão executa um ataque frustrado a um grupo de búfalos, e acaba sendo afugentado em disparada (leia a matéria).
Um sul-africano flagrou uma cena impressionante durante um passeio no Parque Nacional de Kruger, na África do Sul. Dave Woollacott, de Joanesburgo, flagrou o momento em que um leão executa um ataque frustrado a um grupo de búfalos, e acaba sendo afugentad (Foto:  Dave Woollacott/Caters News)
Um sul-africano flagrou uma cena impressionante durante um passeio no Parque Nacional de Kruger, na África do Sul. Dave Woollacott, de Joanesburgo, flagrou o momento em que um leão executa um ataque frustrado a um grupo de búfalos, e acaba sendo afugentad (Foto: Dave Woollacott/Caters News)
Boi sortudo
O fotógrafo de vida selvagem Paolo Torchio flagrou em 2011 um boi em uma luta desesperada para escapar de um ataque de uma leoa na reserva de Maasai Mara, no Quênia. A perseguição entre predador e presa demorou 3,2 segundos, e a leoa chegou a cravar suas garras no bovino. No final, no entanto, o boi conseguiu fugir de virar refeição do grande felino (leia a matéria).
Leoa chegou a cravar suas garras no boi. (Foto: Paolo Torchio/Barcroft USA/Getty Images)
Leoa chegou a cravar suas garras no boi. (Foto: Paolo Torchio/Barcroft USA/Getty Images)

Mosca com ‘tatuagem’ de formiga em suas asas foi descoberta


A pequena mosca chama a atenção por sua incrível beleza.
Representante da espécie Goniurellia tridens, ela tem uma característica incrível: suas asas apresentam “manchas” que lembram duas formigas ao seu lado. De acordo com os cientistas, essa manobra dos genes é realizada para garantir sua sobrevivência, afastando predadores.
As “manchas”, de acordo com os cientistas, contêm uma grande riqueza de detalhes, bem como 6 patas, duas antenas, cabeça, tórax e abdômen. O siteThe Nacional informou ainda que essa família possui mais de 5 mil espécies, mas apenas esta possui essa característica adaptativa.
Nenhum biólogo comentou sobre qual processo poderia ter levado a esse tipo de adaptação.
Porém, a pesquisadora Brigitte Howarth da Universidade de Zayed, responsável pela descoberta, comentou que ao bater as asas a imagem formada lembra formigas. Neste momento, o predador fica na dúvida se é uma formiga ou uma mosca e desiste de atacar, o que garante sua sobrevivência.
Fonte: Jornal Ciência