terça-feira, 14 de julho de 2015

Aos sete meses, grávida de quíntuplos dá à luz no Recife

A dona de casa Hildeane Lopes e o metalúrgico Valmir Carneiro posam com Alice após o parto. Bebês foram encaminhados à UTI da unidade de saúde, mas passam bem (Foto: Divulgação/Dupla Comunicação)
A dona de casa Hildeane Lopes e o metalúrgico Valmir Carneiro posam com a filha Alice após o parto. Bebês foram encaminhados à UTI da unidade de saúde, mas passam bem (Foto: Divulgação/Dupla Comunicação)
Do G1 PE
Nasceram no início da tarde desta terça-feira (14) os quíntuplos filhos da dona de casa Hildeane Lopes e do metalúrgico Valmir Carneiro. Vitória, Alice, Heloísa, Helena e Valdemir nasceram com pesos que variam de 1.060 kg a 1.390 kg e passam bem. Os bebês vão ficar na UTI para ganhar peso. Eles nasceram com 29 semanas, quando uma gestação normal dura 40. A mãe também passa bem, mas deve ficar no Hospital Memorial São José, no Recife, em recuperação por três ou quatro dias.
A cirurgia cesariana começou por volta das 12h45 e terminou às 14h, acompanhada por 28 profissionais. "Eles foram preparados para nascer o mais saudável possível. Uma equipe de sete neonatologistas participou do parto e agora vamos acompanhar a evolução na UTI, tem toda uma dinâmica de prematuro e temos que acompanhar esse processo. Mas eles são considerados saudáveis", afirma o neonatologista José Henrique Moura. A alta está prevista para dois meses.
A chegada dos bebês deve mudar a vida dos pernambucanos, que moram no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. "A emoção é imensa. Até agora o coração está explodindo de alegria. Amo demais os meus filhos, amo demais crianças", afirma o pai, que assistiu ao parto.
A família ainda não conseguiu completar o enxoval, que tem que ser multiplicado por cinco. "Estamos precisando de ajuda, dos colchões de berço, carrinhos, bebê-conforto. Qualquer ajuda é bem-vinda. Mas Deus vai abençoar, eu creio. Ela é guerreira e eu também, vamos dar conta dos cinco", garante Valmir. Ele já sabe como vai fazer para diferenciar as meninas. "Vamos colocar pulseiras com os nomes das quatro para identificar. E bola para frente", se diverte.
Os bebês também precisam da solidariedade de outras mamães, porque estão precisando de doação de leite materno. As doações devem ser feitas ao banco de leite do Imip, nominalmente a Hildeane Lopes. O Imip fica na Rua dos Coelhos, nº 300, área central da capital.
Gravidez múltipla
A gravidez múltipla foi fruto de uma fertilização in vitro, feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O casal, que está junto há 11 anos, fazia tratamento há cinco para que Hildeane conseguisse engravidar. Mas o sonho de se tornarem pais veio junto com um susto, quando o exame de ultrassom revelou que, ao invés de dois bebês, como era o esperado, havia cinco. "Eu fiquei ‘anestesiada’ uma semana", disse ela à época.

Cirurgia cesariana foi acompanhada por equipe de 28 profissionais (Foto: Divulgação/Dupla Comunicação)
Cirurgia cesariana foi acompanhada por equipe de 28 profissionais (Foto: Divulgação/Dupla Comunicação)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Agente é suspenso por se recusar a matar filhotes de urso no Canadá

Do G1, em São Paulo
 Filhotes de urso Athena e Jordan estão na instituição de proteção ambiental North Island Wildlife Rocover Association, em foto de 8 de julho  (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
Filhotes de urso Athena e Jordan estão na instituição de proteção ambiental North Island Wildlife Rocover Association, em foto de 8 de julho (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
Um agente de conservação ambiental da província de Colúmbia Britânica, no Canadá, foi suspenso por se recusar a matar dois filhotes de urso. Segundo a imprensa canadense, a notícia provocou comoção e um abaixo-assinado para reverter a suspensão de Bryce Casavant recebeu mais de 130 mil apoiadores na plataforma Change.org.
Segundo a emissora canadense CBC News, a mãe dos filhotes foi morta depois de invadir, pela segunda vez, um trailer na cidade de Port Hardy, na Colúmbia Britânica, para "assaltar" um freezer cheio de carne.
Após o incidente, no dia 5 de julho, os filhotes - um macho e uma fêmea que depois receberam o nome de Jordan e Athena - voltaram ao local procurando por sua mãe e subiram no alto de uma árvore ao lado do trailer.
Mãe dos filhotes de urso foi sacrificada depois de invadir, pela segunda vez, um trailer  (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
Mãe dos filhotes de urso foi sacrificada depois de invadir, pela segunda vez, um trailer (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
O Serviço de Conservação Ambiental foi chamado e uma equipe formada por bombeiros e pelo agente Bryce Casavant conseguiu tirá-los da árvore. A ordem era sacrificar os filhotes, mas Bryce resolveu levá-los a um hospital veterinário.
Depois de constatar que estavam bem de saúde, decidiu transportá-los até uma instituição que promove a reabilitação de animais selvagens, a North Island Wildlife Recovery Association, onde os filhotes estão até agora.
Sua decisão levou o Serviço de Conservação Ambiental da Colúmbia Britânica a suspendê-lo temporariamente. Segundo a CBC News, o órgão está conduzindo uma investigação para apurar os fatos.
Agente de conservação ambiental foi suspenso depois de desobedecer ordem para sacrificar filhotes de urso (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
Agente de conservação ambiental foi suspenso depois de desobedecer ordem para sacrificar filhotes de urso (Foto: Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)

Panda de 36 anos pode entrar para o livro dos recordes por longevidade

A ursa panda Jia Jia, cujo nome significa "boa", completará 37 anos no parque temático Ocean Park, de Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu/Reuters)
A ursa panda Jia Jia, cujo nome significa "boa", completará 37 anos no parque temático Ocean Park, de Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu/Reuters)
A ursa panda mais velha do mundo, que vive em cativeiro, desafiará o recorde mundial de longevidade para sua espécie, com idade equiparável a um humano de 100 anos.
A ursa panda de Hong Kong, Jia Jia, cujo nome significa "boa", completará 37 anos no parque temático Ocean Park. Com isso, alcançará Du Du, o mais velho panda a sobreviver em cativeiro, segundo o livro "Guinness World Records". Ele morreu aos 37 anos em 1999.
"É raro pandas chegarem a esta idade", disse Grant Abel, diretor de cuidados com animais do parque. "É provavelmente equivalente a um humano em torno de 100 anos".
Os cuidadores de Jia Jia dizem que estão considerando o envio de uma aplicação para o "Guinness World Records" após a celebração de seu aniversário, no verão do Hemisfério Norte, mas a data exata não é conhecida, já que foi capturada na natureza.
Nascida na China em 1978, Jia Jia foi adotada por Hong Kong em 1999. Ela pesa 80 quilos e sua saúde é considerada ótima para sua idade, mesmo que sua visão esteja severamente prejudicada e sua audição tenha se deteriorado, disse Paolo Martelli, veterinário-chefe do parque.
Jia Jia toma medicamentos para pressão arterial e artrite. Ela caminha lentamente e evita a área de exposição de seu cercado, preferindo ficar na parte de trás, junto com seu banquete que inclui quilos de brotos de bambu e folhas, além de frutas e pão.
Do G1 Natureza

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ONG alemã registra nascimento de ararinha-azul, ave ameaçada no Brasil

Marcus, exemplar de ararinha-azul, nasceu há 19 dias em Berlim, na Alemanha. (Foto: Patrick Pleul/DPA/AP)
Marcus, exemplar de ararinha-azul, nasceu há 19 dias em Berlim, na Alemanha. (Foto: Patrick Pleul/DPA/AP)
Uma organização ambiental da Alemanhadivulgou nesta semana o nascimento de uma ararinha-azul em cativeiro. O exemplar, batizado de Marcus, tem 19 dias e é a quarta ave desta espécie ameaçada de extinção a nascer este ano na sede da Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTB, em inglês), sediada em Berlim.

A ONG, com a ajuda do governo brasileiro, tenta aumentar a população de ararinhas-azuis para que os pássaros possam repovoar o ambiente selvagem e, com isso, se reproduzir. Os animais devem ser trazidos para o Brasil a partir de 2021, estima a associação.

Originária da região de Curaçá, na Bahia, a espécie Cyanopsitta spixii pertence à família dos psitacídeos, que tem patas com dois dedos virados para frente e dois para trás. Alimenta-se de sementes e frutas. Usa o bico para escalar e subir em galhos.
A caça ilegal e a derrubada de vegetação importante para a espécie ajudaram a aumentar a pressão de traficantes de animais sobre a ave, que foi capturada sistematicamente até sumir da natureza.
De acordo com o governo, existem 92 exemplares em cativeiro, dos quais apenas 11 estão no Brasil.

De acordo com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, os filhotes nasceram em um criadouro científico do interior de São Paulo.

Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo (Foto: Divulgação/ICMBio)
Exemplares de ararinha-azul nasceram em outubro em um centro de conservação no interior de São Paulo
 (Foto: Divulgação/ICMBio)

Projeto do Brasil que protege o tatu no Pantanal ganha prêmio internacional

Do G1, em São Paulo
Exemplar de tatu-canastra, espécie rara de ser vista e que contribui indiretamente na preservação de outros animais (Foto: Divulgação/Projeto Tatu-canastra)
Exemplar de tatu-canastra, raro de ser visto e que contribui indiretamente na preservação de outros animais. Projeto de brasileiro no Pantanal com essa espécie ganhou prêmio (Foto: Divulgação/Projeto Tatu-canastra)
O francês Arnaud Desbiez, que conduz um projeto para proteção do tatu-canastra no Pantanal brasileiro, recebeu o prêmio britânico Whitley, uma das maiores honrarias da área ambiental no mundo.
A distinção foi entregue a ele e a outros seis ambientalistas na Sociedade Real de Geografia em Londres pela princesa Anne, filha da rainha, patrona da Fundação Whitley. Outros projetos de conservação da Índia, Nigéria, Colômbia, Indonésia e Filipinas foram premiados.
Segundo um comunicado da Fundação Whitley, Desbiez trabalha no Pantanal do Mato Grosso do Sul, uma das maiores áreas úmidas do mundo, na proteção do tatu-canastra (Priodontes maximus), um dos mamíferos mais antigos da Terra, um "fóssil vivo".
O francês, um ex-funcionário de zoológico, criou em 2010 seu programa para a proteção e a pesquisa desta espécie, raramente vista em liberdade.
A campanha fez com que "cerca de 65.000 pessoas da região se envolvessem diretamente em campanhas de sensibilização" sobre o perigo de extinção deste animal "e as autoridades do estado de Mato Grosso do Sul (sudoeste) selecionaram o tatu gigante como um indicador para a criação de áreas protegidas".
O G1 fez uma reportagem sobre o trabalho dos cientistas. Eles constataram que as tocas feitas pelos tatus ajudam na proteção de pelo menos 24 espécies de vertebrados da região, como jaguatiricas e pequenos roedores. Suas principais funções são servir como refúgio térmico, área de alimentação ou de descanso.
Exemplar de jaguatirica é visto saindo de buraco cavado por tatu-canastra. Armadilha fotográfica captou movimentação e detectou que 24 espécies se beneficiam das tocas (Foto: Divulgação/Projeto Tatu-canastra)
Exemplar de jaguatirica é visto saindo de buraco cavado por tatu-canastra. Armadilha fotográfica captou movimentação e detectou que 24 espécies se beneficiam das tocas (Foto: Divulgação/Projeto Tatu-canastra)

Mudança climática leva urso polar a se alimentar de golfinhos, diz estudo

Da France Presse via G1 Natureza
Um exemplar macho de urso polar é visto próximo de carcaça de golfinho em abril de 2014. Segundo o estudo, o urso começou a encobrir os restos do cetáceo com neve (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)
Um exemplar macho de urso polar é visto próximo de carcaça de golfinho em abril de 2014. Segundo o estudo, o urso começou a encobrir os restos do cetáceo com neve para esconder a carne de outros predadores (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)
Pela primeira vez ursos polares foram vistos se alimentando de golfinhos no Ártico, algo que pode ser uma consequência direta das mudanças climáticas, segundo os cientistas.
Durante pesquisas no arquipélago norueguês de Svalbard (Spitzberg), cujos resultados acabam de ser publicados na revista "Polar Research", Jon Aars, especialista em ursos polares do Instituto Polar Norueguês, observou e fotografou em abril de 2014 um urso se alimentando de golfinhos-de-bico-branco.
Estes cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares, que costumam se alimentar principalmente de focas. "É possível que apareçam novas espécies na alimentação dos ursos como consequência das mudanças climáticas, já que novas espécies começam a se deslocar ao norte", declarou Aars.
Embora esta espécie de golfinho seja frequente nas águas setentrionais (que ficam na porção norte do continente europeu) durante o verão, quando o gelo marinho se desfaz, é mais raro que seja vista no inverno ou na primavera, épocas em que o mar está coberto de gelo.
No entanto, segundo os pesquisadores noruegueses, o progressivo degelo durante o inverno na região nos últimos anos pode ter atraído os golfinhos, que ficam presos com o aparecimento repentino de gelo em abril.
Novo hábito
Segundo Aars, o urso provavelmente capturou os golfinhos quando eles saíram à superfície para respirar através de um pequeno buraco no gelo. "Mesmo que tenham visto o urso, os golfinhos não tinham outra opção", acrescenta.

O urso, um macho velho visivelmente faminto, devorou um dos cetáceos e enterrou outro sob a neve, outro fenômeno visto poucas vezes.
"Acreditamos que tentou cobrir o golfinho de neve com a esperança de que outros ursos, raposas ou pássaros não o encontrassem, para assim poder comê-lo um ou dois dias depois, após ter digerido o primeiro", explicou Aars.
Depois destas primeiras observações, foram vistos outros cinco casos de golfinhos presos ou capturados e comidos por ursos polares, acrescentou.
"Não acredito que seja algo revelador ou uma mudança radical" na alimentação do carnívoro, estimou o cientista. "É apenas que o urso polar está entrando em contato com espécies que até agora não tinha o hábito de comer".
No alto da cadeia alimentar, o urso polar é um predador oportunista que também pode se alimentar de pequenas baleias, como a baleia branca ou a narval, dependendo da ocasião.
Esses cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares. O estudo sugere que, com a mudança climática, a espécie passe a fazer parte da dieta deles (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)
Esses cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares. O estudo sugere que, com a mudança climática, a espécie passe a fazer parte da dieta deles (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)