quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

18 Animais e seus elegantes bigodes naturais

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Com certeza eles cultivam um bigode melhor que o de muito marmanjo por aí… :P
Do site Tudo Interessante.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Conheça o pássaro romântico que constrói incríveis estruturas para seduzir a fêmea

O conceito de blocos de arquitetura não é exclusivo para os seres humanos.
Os bowerbird, ou “pássaro pavilhão” masculino, são arquitetos incríveis, mas reservam suas habilidades para apenas uma finalidade - encontrar uma companheira. Eles constroem esses ninhos elaborados e deslumbrantes para impressionar as fêmeas – talvez eles pudessem ensinar aos homens, uma coisa ou duas sobre decoração.
Eles usam enfeites como moedas, pregos, folhas, cascas, sementes, flores e insetos vivos para tecer seus ninhos, chamados de caramanchões. Os bowers ou “pavilhões” são ninhos em forma de U construídos com galhos e grama, e atapetado com musgo. Cada pavilhão é uma maravilha arquitetônica que se estende de 5 a 6 metros de largura, com um telhado de palha e pilares de sustentação.
Azul é uma cor muito importante para os pássaros apaixonados no processo de construção; eles usam vários objetos azuis - canudos, flores, tampas de garrafas e cordões; tudo isso para atrais suas parceiras em potencial. Uma pesquisa mostrou que as fêmeas são atraídas para os caramanchões com o maior número de decorações azuis.
Como os objetos azuis são raros no ambiente de um “pássaro pavilhão”, um macho que é capaz de adquiri-los e protegê-los é considerado superior. Mas a concorrência é dura, e quem não tecer o ninho mais extravagante não garante uma companheira. Assim, os machos também prepararam uma dança elaborada como parte do ritual de acasalamento.
A exposição física frenética é apelidada de “buzz-wing-flips” ou “zumbido de asas”; ele começa afofando as penas, zumbidos e vocalizações, misturado com um monte de corridas para trás e para frente. Esta dança maníaca é realizada até quatro vezes para visualização e análise das fêmeas.
Com o uso de câmeras de vídeo, pesquisadores determinaram um processo de corte de três estágios. Na primeira fase, as fêmeas visitam os “bowers” quando o macho estiver ausente. Nesta fase, os machos com caramanchões assimétricos ou mal construídos, ou com um arranjo aleatório de itens azuis são geralmente desqualificados.
Boas habilidades de decoração se correlacionam com alta energia. Na segunda fase, as fêmeas retornam para os caramanchões que acharam mais impressionantes. Desta vez, os machos estão presentes e começam a executar o “buzz-wing-flips”. É importante para a fêmea que os machos dancem bem, porque acredita-se que a exibição física é o melhor indicador da qualidade do macho. Enquanto os ornamentos azuis sempre podem ser roubados, o “buzz-wing-flips” não pode ser falsificado. De acordo com Seth Coleman, doutorando em ecologia comportamental da Universidade de Maryland, "Só os machos em condição física superior são capazes de produzir performances vigorosas - Algo que machos doentes ou fracos não podem fazer".
Uma vez que as fêmeas fizeram uma segunda rodada de observações, elas vão embora por uma semana para construir seus próprios ninhos. Elas voltam para a terceira fase - uma revisão de vários desempenhos de apenas os candidatos mais promissores. Quando ela escolheu seu companheiro, a fêmea indica a sua satisfação com o sexo masculino com um arrulho suave. O acasalamento acontece dentro de alguns segundos. No entanto, outra geração de arquitetos vai nascer em breve.
Assim como nós seres humanos, o gosto dos “bowerbirds” fêmeas nos machos parece melhorar com a idade. Os pesquisadores observaram que as fêmeas mais jovens, que não têm experiência de acasalamento anteriores, ou apenas um único acasalamento, são surpreendidas pela rotina de “zumbido de asas”. "O retiro é tão apressado - muitas vezes pulando para cima e para fora do pavilhão - que não podem, eventualmente, ter algum tempo para avaliar o macho", disse Coleman.
Fêmeas mais jovens parecem escolher os machos, utilizando diferentes indicadores – como os ornamentos azuis. O primeiro estágio é o fim da história para eles, pois elas realmente não podem esperar as fases subsequentes. Mas as fêmeas com três anos ou mais de experiência são diferentes, se preocupam com os ornamentos físicos também.
É incrível, a quantidade de dedicação que um “bowerbirds” tem para a construção de seus ninhos. Suas exposições extravagantes são, em parte, resultado de fêmeas sendo mães solteiras que não precisam de homens para criar seus filhotes.
Os Bowerbirds também são bastante simples na aparência, que as telas coloridas parecem compensar. Assim, os machos dedicam suas vidas para a coleta e dispor dos tesouros para suas companheiras em potencial.
Fonte: NationalGeographic  via Jornal Ciência
Foto: Reprodução / Imgur e Wikipédia

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Parque Nacional nos EUA tem menor número de lobos desde 1950

Em foto de arquivo de fevereiro de 2012 dois lobos cinzas caminham no Parque Nacional Ilha Royale (Foto: AP Photo/George Desort. File)
Em foto de arquivo de fevereiro de 2012 dois lobos cinzas caminham no Parque Nacional Ilha Royale (Foto: AP Photo/George Desort. File)
Para os visitantes do Parque Nacional Ilha Royale (Michigan, Estados Unidos) nada supera a emoção de um uivo de lobo perfurando uma noite silenciosa ou o vislumbre do animal dormindo em uma trilha na floresta. Mas essas experiências estão se tornando cada vez mais raras e em pouco tempo podem desaparecer para sempre.
A população de lobo cinza caiu muito nos últimos anos na Ilha Royale, um arquipélago rochoso e densamente arborizado no Lago Superior que está entre os parques pouco visitados por causa de sua localização remota – uma viagem de seis horas de balsa de Michigan. Apesar de ter média de apenas 17 mil visitantes por ano – menos do que o Parque Nacional Yellowstone tem em um dia – a Ilha Royale tem seguidores devotos.
Oito lobos permanecem na ilha, segundo última contagem foi feita no inverno passado. É o menor número desde 1950, apesar de se acreditar que um casal de filhotes tenha nascido neste ano. Ao longo dos anos, a média de lobos foi de 23 exemplares. Cientistas acreditam que os fatores responsáveis pela queda tenham sido acasalamento entre espécie, doenças e escassez temporária dos alces que os alimentam.
Intervenção x curso natural

Lobos e alces são tema do estudo mais longo do mundo sobre a relação predador-presa em um ecossistema fechado, que levanta uma pergunta espinhosa aos cientistas: eles devem intervir para preservar os lobos ou deixar a natureza seguir seu curso?

Esse tema está forçando os gestores do parque a fazer uma escolha desconfortável entre sua política tradicional de não intervenção na vida selvagem e assegurando que a Ilha Royale continue a ter lobos.
A situação poderia estabelecer precedentes para outros parques, refúgios e áreas selvagens lidar com as ameaças às espécies emblemáticas na medida em que a mudança climática altera o ambiente. “Isso vai ajudar a definir o que achamos que significa a ‘conservação’ mundial durante uma era de alteração global tremenda”, disse John Vucetich da Universidade Tecnológica de Michigan.
Vucetich e seu colega biólogo Rolf Peterson, que lidera o estudo sobre lobos e alces, pedem aos funcionários do parque que possam levar alguns lobos do continente para a ilha, onde eles poderiam revigorar o conjunto de genes.
Os alces apareceram na Ilha Royale, que consiste em uma grande ilha e centenas de ilhas pequenas, por volta do século 20. Não se sabe se eles nadaram até lá ou se humanos os levaram. Já os lobos chegaram no final da década de 1940, provavelmente ao cruzar uma ponte de gelo desde a costa do Canadá há 24 quilômetros. Com o encolhimento da cobertura de gelo no inverno do Lago Superior, é considerado improvável que outros lobos tenham essa chance.
Número de lobos no Parque nacional Ilha Royales é o menor desde 1950 (Foto: AP Photo/George Desort, File)
Número de lobos na Ilha Royale é o menor desde
1950 (Foto: AP Photo/George Desort, File)
Lobos se tornaram valiosos à saúde da Ilha Royale ao prevenir uma explosão da população de alces que devastaria a vegetação da qual dependem muitos animais, dizem Vucetich e Peterson. Após queda há alguns anos, a população de alces se recuperou com o declínio dos lobos e totalizou cerca de mil exemplares no último censo.
Os líderes do estudo afirmam que chegou o momento de dar mais prioridade aos ecossistemas preservados do que ao princípio de não intervenção. Os humanos já influenciaram quase todas as partes da Terra, disse Vucetich. “De hoje em diante haverá casos crescentes em que a preservação de um ecossistema integral vai requerer assistência humana”.
Mas David Mech da Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, que esteve entre os primeiros a observar os lobos da Ilha Royale no final da década de 1950, diz que cientistas também podem aprender ao ver por quanto tempo os lobos sobrevivem acasalando entre eles sem intervenção.
Essa informação seria “inestimável não só para compreender a genética básica e o comportamento dos lobos, mas também para todo o campo de genética de conservação”, afirma em publicação.
A superintendente do Parque, Phyllis Green, considera as opções. “Nós precisamos tomar uma decisão antes que a natureza o faça por nós”, disse. Até agora, oficiais estão céticos de que o resgate de lobos avançaria a missão do parque. A Ilha Royale é uma área federal de vida selvagem. Veados e linces desapareceram no começo do século 20 depois de habitar a ilha por milhares de anos, disse Green.
Do G1

Bebê com a maior cabeça do mundo faz cirurgia para redução

Roona uma menina indiana sofre de hidrocefalia e com apenas 2 anos apresentava uma circunferência de 94 centímetros. Durante sua vida a cabeça alcançou mais que o dobro da circunferência fazendo com que tivesse uma vida extremamente limitada vivendo a maior parte do tempo deitada. O inchaço estendeu a pele da cabeça e puxou as pálpebras sobre os olhos e por isso Roona não podia ver.
A hidrocefalia é uma condição em que o líquido cefalorraquidiano que circula no interior da cavidade craniana encontra alguma retenção no interior do crânio ou pode sua produção em excesso. Seja qual for a causa, nestes casos, a pressão intracraniana sobre o cérebro fica muito aumentada, podendo vir a causar lesões no tecido cerebral. Além disso, uma pessoa com hidrocefalia apresenta um grande inchaço do crânio o que aumenta assustadoramente sua circunferência.
Felizmente Roona passou recentemente, por uma série de intervenções cirúrgicas para drenagem do líquido e de 94 cm, a cabeça do bebê passou para 58 cm. Segundo informações, foram retirados cerca de 10 litros de líquido. Para chegar a este resultado Roona passou um total de 105 dias no hospital e apesar da gravidade dos procedimentos, ela reagiu muito bem e o tratamento tem sido um sucesso.
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Nesta última imagem Roona já havia feito das cirurgias e diminuído de 94 para 58 cm de circunferência craniana.
Fonte: CNN

Projeto na Serra da Canastra ajuda na preservação do lobo-guará

Lobo-guará na Serra da Canastra (Foto: Joarez May/Divulgação)
Lobo-guará na Serra da Canastra (Foto: Joarez May/Divulgação)
Os dados obtidos servem para auxiliar na compreensão dos hábitos dentro e fora do parque, entender suas áreas de vida, territórios e hábitos. Essas análises são úteis na tomada de atitudes em prol da conservação da espécie.
Segundo o biólogo e coordenador do projeto Rogério Cunha de Paula, a possibilidade de capturar os animais  já permitiu em datas anteriores avaliar a saúde deles, hábitos e composição familiar. O acompanhamento é  frequente e se divide em fases. "Essa divisão permite sabermos um conjunto de coisas, que somadas nos levam a executar ações para a conservação da espécie. O que por sinal foi elaborado e consta em um plano de ações estratégicas”, contou o biólogo.
Equipe captura lobos e os monitoram com um rádio colar (Foto: Fernanda Azevedo/Divulgação)
Equipe captura lobos e os monitoram com um rádio
colar (Foto: Fernanda Azevedo/Divulgação)
Cada fase do processo de estudos sobre o lobo-guará é guiada por um objetivo diferente, segundo Rogério. Até 2009 foi feito o mapeamento do território do animal, hábitos alimentares e estudos sobre convivência. Foi nessa época, que a equipe do Projeto Lobos da Canastra, através do Instituto Pró-Carnívoros teve uma das várias surpresas dentro do projeto. “Como o lobo é um animal de hábitos solitários, não imaginávamos que eles pudessem ter tanta tolerância uns com os outros. Dentro da pesquisa de mapeamento constatamos que eles não vivem juntos, mas estão sempre na mesma área, passam pelas mesmas estradas e estão sempre muito próximos, mesmo sendo animais solitários”, explicou.

Seguindo o documento oficial de plano de ações para conservação do lobo,  Rogério  trabalha junto com a equipe desde 2005 com educação ambiental em São Roque de Minas e no entorno do Parque Nacional da Serra da Canastra a fim de conscientizar a importância do mamífero na região.
Lobos são sedados para instalação do rádio colar (Foto: Rogério Cunha/Divulgação)
Lobos são sedados para instalação do rádio colar (Foto: Adriano Gambarini/Divulgação)
Embora alguns fazendeiros abominem a presença dos lobos, pelo simples fato de comerem suas galinhas, Rogério disse que eles precisam ser mais tolerantes ao animal. “Essa tolerância reflete no equilíbrio ambiental. Sempre dizemos que o lobo é um forte instrumento de  reflorestamento do cerrado. Ele come muitas frutas e percorre a região disseminando as sementes pelas fezes, o que o torna um grande recuperador do cerrado. Consideramos que as  áreas totalmente degradadas, através do lobo elas podem ser reestabelecidas” afirmou de Paula.


Para o biólogo a presença do lobo incomoda por ele se alimentar das aves que ficam soltas nas fazendas, por isso, como forma de evitar que os lobos se alimentem das galinhas foram construídos mais de 80 galinheiros a prova de lobos. “Se a galinha for protegida o lobo deixa de ser um inimigo e de lesar a criação dos fazendeiros. Consequentemente o animal passa ser mais tolerável, por isso investimos nessa parte educativa associada a construção de galinheiros”, ressaltou.
Lobos na Serra da Canastra (Foto: Rogério Cunha/Divulgação)Lobos na Serra da Canastra
(Foto: Rogério Cunha/Divulgação)
Lobos da Canastra
A região segundo Rogério é bastante povoada pelos lobos, existem hoje cerca de 160 animais em toda a região do Parque Nacional da Serra da Canastra. Para a preservação é feita coleta de sangue 
para avaliar a saúde. O lobo-guará não é feroz ele pertence  família dos carnívoros, mas além de comer ratinhos, aves entre outros pequenos animais, gosta muito de frutas que durante parte do ano são a base se sua alimentação, segundo o biólogo.
A captura ocorre durante as expedições, para isso, a armadilha é colocada nas áreas já mapeadas pela equipe, com iscas que podem ser sardinhas ou frango cozido. "O cheiro dessas iscas estimulam os animais que estão passando na estrada  a entrarem na armadilha. Como ela é grande não oferece risco ao animal. Como a isca está no fundo, ele vai ser capturado somente se estiver totalmente dentro dela”, disse.
Segundo o veterinário do projeto desde 2007, Ricardo Arrais, depois do procedimento de captura os animais são equipados com um rádio-colar com transmissor VHF e tecnologia GPS que entra em contato satélite e transmite sua coordenada geográfica exata. “A coleira emite também um sinal de rádio que nos permite saber onde o animal se encontra e permanece com ele por um ano. Após esse período, um dispositivo é ativado e o colar se desprende sozinho. Isso faz com que não seja necessário recapturar o lobo apenas para retirar o colar. Esse equipamento permite um monitoramento a distância, quase ao vivo, por ser dotada de alta tecnologia que acumula pontos de localização dos lobos a cada hora e os transmitem diversas vezes ao dia para um satélite que por sua vez envia para um terminal de computador", contou.
Biólogo Togério Cunha com o lobo-guará (Foto: Fabiana Rocha/Divulgação)Biólogo Rogério Cunha com o lobo-guará
(Foto: Fabiana Rocha/Divulgação)
Os lobos-guarás da Canastra foram os primeiros e são os únicos do mundo atualmente a serem acompanhados por este equipamento de monitoramento por satélite, segundo o veterinário.
O veterinário Ricardo Arrais  permaneceu por um longo período na Serra da Canastra realizando estudos sobre a espécie, um deles foi sobre doenças transmitidas aos lobos através de cães domésticos. "Os lobos são susceptíveis a doenças transmitidas por cães domésticos. Esses estudos são os primeiros passos, e  nos permitem pensar em quais atitudes tomar posteriormente sobre possíveis tratamentos. A preocupação foi em  prezar pela saúde dos cães, consequentemente a dos lobos. Conseguimos entender melhor sobre a dinâmica de algumas doenças transmitidas por carrapatos", ressaltou.
O parque
O Parque Nacional da Serra da Canastra delimita uma área de cerca de 200 mil hectares, o que equivale a mais de 400 km de perímetro. Foi criado em 1972 para proteger a área, que é de extrema importância ecológica e, devido à extensão do local e aos moradores que habitam a região do entorno do parque, Arnaldo Ferreira da Silva. A proteção integral da área é uma tarefa muito complexa. Isso é o que disse o chefe substituto do Parque Nacional da Serra da Canastra, . "Achamos muito difícil porque temos uma área muito grande de proteção e inclusive uma área não regularizada, dar proteção integral a essa área é um trabalho complicado, por isso é inevitável contarmos com a ajuda da população", alertou.
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Cachoeira Casca Danta (Foto: Eduardo Issa/Divulgação)
Cachoeira Casca Danta
(Foto: Eduardo Issa/Divulgação)
No parque está a nascente do rio São Francisco e a Cachoeira Casca Danta, dois importantes pontos turísticos da região, e são esses pontos que os brigadistas mais se preocupam em preservar. "É claro que nosso objetivo é preservar todo o parque, não queremos ver nenhuma área queimada, mas a nossa principal preocupação é que em casos de incêndios, que não afetem esses dois pontos para que não ameacem os visitantes dessa área, por isso fechamos o parque em casos de incêndio", concluiu o chefe substituto do parque.
Do G1

Leões-baios são monitorados via satélite em Parque do Vale do Itajaí

Pumas são monitorados no Parque  (Foto: Divulgação)
Betão é monitorado via satélite no Parque (Foto: Projeto Carnívoros/Divulgação)
O Parque Nacional Serra do Itajaí, localizado na região de Blumenau, abriga 621 espécies de animais, dos quais 54 estão ameaçadas de extinção. Na região, por meio do Projeto Carnívoros, é feito o monitoramento via satélite dos leões-baios, também chamados de onças-pardas, pumas ou sussuaranas. Os animais recebem colares de localização e têm seu comportamento mapeado.
O monitoramento dos animais é feito pelo GPS do colar, com bateria prevista para durar um ano. "Os dados são capturados ao longo do dia e enviados ao satélite. O sistema oferece 24 horas pro dia de funcionalidade, e isto possibilita a realização de um número muito maior de localizações diárias, cujos intervalos podem ser definidos pelo próprio pesquisador", explica a bióloga do projeto Cíntia Gruener.
Expedição Puma (Foto: Projeto Carnívoros/Divulgação)
Comportamento dos animais é monitorado
(Foto: Projeto Carnívoros/Divulgação)
De acordo com a bióloga, todo o procedimento de captura e contenção dos animais é realizado por um Médico Veterinário, e a sedação segue um protocolo anestésico seguro.
Há quatro animais no Parque, mas dois possuem o colar de monitoramento e já receberam os nomes de Betão e Fritz. O primeiro foi capturado em dezembro e o segundo em julho. "Dar nomes ao animais aproxima a população deles e também do projeto", explica Cíntia.
A existência dos outros animais é registrada por meio de armadilhas fotográficas, acionadas quando passam pelo local. "Um deles, uma fêmea, conseguimos descobrir esta semana. Fazia tempo que não víamos uma na região", diz a bióloga.
Em 2010 foi feito o levantamento do número de leões-baios na região. Durante 103 dias três animais foram encontrados, o que resulta em uma densidade populacional de 0,66 indivíduos por 100 km quadrados, considerada baixa. "Esta densidade está próxima à menor estimativa para a espécie em outras áreas de Mata Atlântica", comenta Cíntia. A situação, segundo ela, necessita de estudos sobre o habitat e o deslocamento dos animais.
O trabalho é feito em parceria com a Polícia Militar Ambiental, que ajuda a garantir a segurança dos animais em extinção quando eles saem dos limites do parque e evitando que caçadores ajam na região. "O principal objetivo do projeto carnívoros, iniciado em 2009, é a preservação dos leões-baios. Monitoramos os outros felinos, mas nosso objetivo principal é este animal", explica a bióloga Cintia Gruener.
Pumas recebem colares de monitoramento via satélite (Foto: Projeto Carnívoros/Divulgação)
Fritz é um dos que recebeu colar de monitoramento
via satélite (Foto: Projeto Carnívoros/Divulgação)
Além dos leões-baios, há outros quatro felinos identificados pelo projeto: o gato-mourisco ou jaguarundi (Puma yagouaroundi), a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus e o gato-maracajá (Leopardus wiedii). O único que não está ameaçado de extinção é o gato-mourisco.
O leão-baio (Puma concolor) é o segundo maior felino do continente americano e, como todo predador de topo de cadeia alimentar, é visto pela sociedade com certo temor, como causador de prejuízo a produções animais. "O motivo apontado para a ocorrência de predação de animais domésticos é a diminuição das presas naturais. A caça acarreta a diminuição das densidades das espécies de maior porte, que são mais visadas, e se a pressão de caça for muito intensa, os animais com baixas densidades e baixas taxas reprodutivas poderão desaparecer", explica Cíntia.
Para este ano, segundo a bióloga, há uma perspectiva de realizar outro monitoramento, como feito em 2010, para obter uma nova estimativa populacional e mais uma campanha de captura. "Além disso, continuamos com as outras atividades previstas no projeto, como as caminhadas nas diversas trilhas do parque para a busca de vestígios de leões-baios e suas presas e as também as palestras de conscientização nas escolas", conta Cíntia.
Entre os objetivos do projeto estão estimar a população, elaborar mapas de distribuição e movimentação do animal, analisar a dieta da espécie na região e sensibilizar a população sobre a importância das onças-pardas no equilíbrio ecológico.
Do G1