sábado, 21 de dezembro de 2013

Filhotes de tucano órfãos recebem cuidados de família em Biritiba, SP

Luciana com dois dos filhotes de tucano-do-bico- verde órfãos  (Foto: André Luís Batista Martins/Arquivo Pessoal)Luciana com dois dos filhotes de tucano-do-bico-
verde órfãos (Foto: André Luís Batista Martins/
Arquivo Pessoal)
Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Em uma fazenda em Biritiba Mirim (SP), três filhotes de tucano ganharam uma nova chance após perder a mãe em um acidente. Os pequenos pássaros, da espécie tucano-do-bico-verde, apareceram de surpresa na vida da administradora Luciana da Silva Amorim, que mora e trabalha no local.
“Como tem bastante área verde, sempre surgem vários bichos na fazenda. A mãe desses tucanos bateu na parede de uma estufa enquanto voava, foi levada para o veterinário, mas não sobreviveu. Dois dias depois do acidente meu pai viu um bichinho no chão e era um tucaninho. Ele caiu do ninho e quando fomos ver tinham mais dois”, conta. Os filhotes foram descobertos em 9 de dezembro e é Luciana quem se encarrega de alimentá-los ao menos três vezes por dia.
A jovem conta que áreas da fazenda são arrendadas para produtores agrícolas e a fêmea acabou se ferindo na parede de uma estufa de tomates. “O dono da estufa recolheu a tucano-fêmea e não sabia o que fazer porque estava machucada. Foi até Mogi das Cruzes, procurou o órgão responsável, e eles orientaram a encaminhá-la até o veterinário”, explica Luciana.
Acostumado a receber animais silvestres, o veterinário Jefferson Leite atendeu a fêmea de tucano. “Ela estava com traumatismo craniano, não estava voando. Eu mediquei, mas ela acabou piorando e faleceu”, conta. O profissional explica que o acidente teve relação com algumas peculiaridades da visão das aves. “Foi por causa da lona branca da estufa. A ave não enxerga alguns padrões de cor como a gente. Ela se confunde com o branco ou o vidro transparente e acaba batendo”, explica.
filhotes de tucano têm cerca de 40 dias de vida e têm de ser alimentados com ração especial (Foto: Luciana da Silva Amorim/Arquivo Pessoal)
Filhotes de tucano têm cerca de 40 dias de vida e precisam ser alimentados com ração especial (Foto: Luciana da Silva Amorim/Arquivo Pessoal)
Quando descobriu os filhotes, a família de Luciana procurou o veterinário para buscar a mãe, e foi informada que ela havia morrido. “Quando eu fiquei sabendo, até chorei. Pensei, 'e agora, como vão se virar?'. Perguntamos para o veterinário o que fazer e ele recomendou comprar ração para pássaros em geral. Desde o dia 9 estamos alimentando eles, mas não com a ideia de ficarem aprisionados. A ideia desde o inicio é soltar”, conta a administradora.
Os pequenos tucanos em foto do dia em que foram encontrados (Foto: Luciana da Silva Amorim/Arquivo Pessoal)Os pequenos tucanos em foto do dia em que foram
encontrados (Foto: Luciana da Silva Amorim/Arquivo
Pessoal)
Não vende e não dá
Os três filhotes têm cerca de 40 dias de vida. “A gente também dá banana com casca para eles abrirem sozinhos, a cada dia estão evoluindo mais. Colocamos eles em uma caixa grande com um  poleiro e até já conseguem voar um pouquinho. Tem dois que estão bem crescidinhos, estão evoluindo bem”, conta Luciana.

“Já perguntaram se eu venderia, mas eu não vendo, não dou, porque não sei se a pessoa vai cuidar, se vai prender na gaiola. Nós vamos deixar eles soltos. Quando eles estiverem um pouco maiores, vamos soltar eles na garagem e colocar uma tela pra não deixar outros bichos entrarem”, conta Luciana. Cobras e lagartos já apareceram na fazenda.
O veterinário explica que a tendência é que quando as aves se tornarem adultas – com oito meses de idade – elas se estabeleçam no entorno. “Com a ausência da mãe, eles estão perdendo a fase do aprendizado, de alçar voos longos e buscar o próprio alimento. Isso acaba trazendo uma serie de dificulades para a ave. Normalmente acaba não aprendendo e se acostumando com o convívio do humano”, expõe Leite.
Já a ecóloga Lucila Manzatti discorda. Ela diz que os animais devem ser soltos na natureza assim que ficarem mais fortes. "A família pode levá-los ao Parque Estadual da Serra do Mar, lá em Biritiba mesmo, e soltar esses pássaros. É claro que eles têm de estar fortes para que isso ocorra. Se tiverem preparados irão sobreviver, caso contrário, infelizmente, poderão acabar se tornando presas de outro animal. Essa é a lei da natureza", detalha. Lucila ainda orienta a família a comunicar sobre o encontro dos pássaros à Polícia Ambiental.
Luciana conta que os filhotes são alimentados com uma mistura de ração que é enriquecida com larvas e minhocas. “A gente bate com água e dá no bico deles com um palito. Vizinhos estão ajudando, dão minhoca, banana. Mais tarde a gente vai poder dar milho também”, conta.Faixa salva aves.
Quem vive em áreas verdes com concentração de aves silvestres pode aproveitar uma dica que o veterinário dá para evitar acidentes como o que vitimou a fêmea de tucano. “É importante colocar faixas escuras em paredes todas brancas ou estruturas brancas. Assim as aves conseguem enxergar que aquilo é um obstáculo”, orienta.

Segundo a ecóloga Lucila, os tucanos são onívoros e comem quase tudo. "Assim que eles forem crescendo começam a comer sementes também", detalha. Sobre o acidente, ela explicou ainda que a ideia de colocar faixas pretas em janelas de vidro ou estruturas brancas é usada em algumas cidades. "Em Campos do Jordão vende-se adesivos para colar nestes locais. Isso é muito viável", detalha.
Fotos
Ao menos uma lembrança dos pais dos tucaninhos Luciana vai guardar. O namorado dela é fotógrafo amador e flagrou o casal de pássaros em seu antigo ninho. “A gente já sabia que tinha esse casal de tucanos. Faz mais de um ano que esse e outros casais costumam aparecer por aqui. Eles aproveitaram o buraco que um pica-pau fez em uma árvore. Eu só não sabia que eles estavam com os filhotes lá”, conclui Luciana. Após o acidente com a fêmea, o macho acabou abandonando os filhotes, comportamento que, segundo o veterinário, é comum nessas situações.

Os pais dos tucaninhos foram flagrados em seu ninho dias antes do acidente com a fêmea (Foto: André Luis Batista Martins/Arquivo Pessoal)
Os pais dos tucaninhos foram flagrados em seu ninho dias antes do acidente com a fêmea. (Foto: André Luis Batista Martins/Arquivo Pessoal)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Chimpanzé ganha liberdade no Congo em vídeo emocionante

Uma imagem fala mais que mil palavras!!!
chimpanzé Chimpanzé ganha liberdade no Congo em vídeo emocionante


Após ganhar liberdade em floresta no Congo, chimpanzé dá abraço de despedida em treinadora 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Após a mulher morrer de câncer, pai recria fotos do casamento com filha de dois anos

Fotos: Reprodução/ Buzzfeed
Dois anos depois de perder a esposa, Ali, vítima de um tipo raro de câncer no pulmão, Ben Nunery decidiu homenageá-la de maneira divertida e comovente.

Ben e a filha Olivia, de dois anos, precisaram se mudar da casa em que o casal viveu até a morte de Ali. Com tudo pronto para a mudança, a casa ficou vazia como no dia em que as fotos do álbum de casamento de Ben e Ali foram feitas.

Então, a irmã de Ali, Melanie Pace, fez novas fotos, bem parecidas com as do dia em que Ben e Ali se casaram.

Segundo Melanie, a casa é repleta de memórias de Ali, que se esforçou para transformar o imóvel em um lar perfeito.

Para Ben, essas fotos não devem remeter a perda e dor, embora esses sentimentos ainda existam, mas ao amor.

As fotos foram uma maneira de manter as memórias que o lugar proporciona à família.

 A pequena imitou a mãe até na hora de arrumar os cabelos.

A mudança foi motivada pela necessidade de mais espaço para Olivia e uma escola melhor por perto.

Do R7

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um macho que vira fêmea?

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Peixe-palhaço: as fêmeas são maiores que os machos e são elas que mandam no pedaço!
Esses peixinhos são muito conhecidos pela sua convivência com as anêmonas-do-mar. No entanto, somente seis indivíduos, no máximo, podem conviver numa única anêmona, mas somente dois deles acasalam. Os demais, apenas residem ali, e são apenas tolerados pelos reprodutores, desde que não se atrevam a romper o pacto de hierarquia da residência.
A fêmea reprodutora é a “manda-chuva”,ela domina todos os outros além de serem maiores e mais bonitas. O macho reprodutor é o segundo maior em tamanho e beleza, e assim por diante. Cada peixe controla seu crescimento respeitando a hierarquia, se algum peixe presunçoso e invejoso se permita crescer mais do que o casal é impiedosamente expulso da anêmona e é jogado para o mar aberto onde acaba morrendo.
Por causa disso, o peixe-palhaço é bem cuidadoso sem relação ao crescimento e se a população viver em harmonia pode durar várias décadas. No entanto, caso algum peixe morra por alguma razão, aquele com o tamanho inferior se permite crescer e ser promovido. Mas se a fêmea reprodutora morre, o macho reprodutor assume seu lugar. Ou seja, ele se torna a fêmea “dona do pedaço” em um processo conhecido como “Protandria“, um hermafroditismo incompleto, na qual os órgãos sexuais masculinos são os primeiros a atingirem a maturidade e a tornarem-se ativos. No processo de crescimento e diante da perda da fêmea, as gônadas convertem-se em femininas tornando-se ativas.
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Para ser promovido o macho precisa se tornar uma fêmea.

Fonte: Diário de Biologia

sábado, 14 de dezembro de 2013

Como o Beija-flor consegue ficar parado no ar

A velocidade de voo do beija-flor é tão rápida que mal dá pra acompanhar com os olhos. Toda essa agilidade é devida velocidade do batimento de suas asas, muito maior que a de outros pássaros. O Beija-flor pode bater suas asas 80 vezes por segundo e as penas da cauda direcionam o voo em três direções.
Na verdade o modo de voar dessa ave, muito pequena por sinal, é diferente das demais. Os impulsos elétricos que movimentam os músculos das asas lembram mais os dos insetos que os das aves. O beija-flor não agita as asas para cima e para baixo, mas para a frente e para trás, na horizontal. A ligação da asa com o corpo não é rígida e ela pode se movimentar como uma hélice. Assim, como um helicóptero, formam-se redemoinhos de ar que mantêm o pássaro parado no ar. Essa tática só é usada quando o pássaro precisa se alimentar, poder pairar no ar evita que necessite pousar próximo das flores, o que nem sempre é possível.
Podendo voar com tanta astúcia, o beija-flor tem um gasto energético muito superior aos da outras aves, por isso, ele precisa passar o dia todo em busca de néctar para repor suas energias. Apesar disso, essas aves são consideradas uma das mais resistentes criaturas do reino animal, vivendo no limite do que é possível aos outros vertebrados. O coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto (em repouso!). Fazendo as contas, o minúsculo coração daquele beija-flor cativo teria batido meio bilhão de vezes. Quase o dobro do total de uma pessoa de 70 anos!
Fonte: Diário de Biologia

Uma fantástica sequência do desenvolvimento de um beija-flor

Beija-flores, são um dos menores pássaros que se conhece. Geralmente, nunca passam de 5 ou 6 centímetros. São conhecidos por suas cores brilhantes e na sua capacidade de parar no ar com o simples bater de asa. Esses pequenos pássaros – também chamados de Colibris – possuem uma vida agitada, é capaz de gastar muito mais energia do que qualquer outro animal de sangue quente. Por isso está sempre comendo para repor suas energias. As fêmeas são cautelosas e trabalham muito mais que os machos. São elas que constroem os ninhos, chocam os ovos e protegem os filhotes.
Os ninhos são pequenos e belíssimos. E, por incrível que pareça, esse pequeno e frágil abrigo resiste ao vento, às chuvas e ao crescimento dos filhotes. As mamães são construtoras habilidosas, os ninhos são sempre muito caprichados e confortáveis. A construção do ninho é incrível. Elas grama, folhas, flores, pétalas e musgo. O abrigo é fixado com  o fio da teia de aranha que foi “roubado” nas redondesas. Isto o deixa bem firme.
Geralmente, os beija-flores botam apenas dois ovos. Os são tão pequneos que não comportam mais que isso. Além disso, a fêmea não consegue alimentar mais que dois filhotes.
Ao nascer, os filhotes são muito pequenos e frágeis. Não tem penas nem enxerga. A mãe os alimenta colocando em sua garganta o bico cheio de néctar.
Na maioria das vezes, os filhotes abrem os olhos com 3 ou 4 dias. Nesta fase ficam bastante agitados quando a mãe se aproxima com comida.
Com duas semanas de idade, a maioria dos beija-flores já tem o corpo coberto de penas. Às vezes, se levantam no ninho e batem as asas – exercícios importantes para desenvolver os músculos.
Com 3 ou 4 semanas, o pequeno beija-flor já está pronto para deixar o ninho e começa a dominar o vôo com rapidez e facilidade. Mas ainda tem dificuldade para se alimentar sozinho: nesta fase  coloca o bico em objetos coloridos confundindo-os  com flores.

Do Diário de Biologia